Um ano bom

O primeiro dia de sol nos encontrou preguiçosas e com uma leve ressaca, mas a surpresa do dia ensolarado foi maior. Após semanas de raios e trovoadas, vivendo entre chuva ou ameaça de, aquele dia de sol parecia enfim marcar o começo de um novo ano.

A noite anterior foi o primeiro reencontro com as amigas após o recesso. No final do ano passado, fizemos a confraternização de costume. O ritual de, juntas, darmos adeus ao que ficou pra trás. Mas há sempre a correria e o stress desse período, uma súbita pressa para que finalmente acabe. Daí, cada uma parte para seu destino natalino e alguns merecidos dias de descanso.

O reencontro foi marcado por um jantar aconchegante, como toda amizade deveria ser. Boa comida, vinhos e muitas novidades não deixaram a mesa um só minuto.  Tampouco a garra e a disposição para operacionalizar novos/velhos planos. Contar com a certeza da amizade para recomeçar é lembrar que não partimos do zero – afinal, dizem que as grandes verdades estão impregnadas de clichês!

Inevitavelmente, o jantar evoluiu para festa do pijama.

No dia seguinte, enquanto nossa anfitriã Raquel, ainda dormindo, preparava o café, eu e Zil, as amazônidas desbotadas, jiboiávamos no quintal, completamente absortas pela luz forte do sol. Como o sol é necessário! Como é bom ter um quintal onde é possível pisar na grama (areia ou cimento) e pegar sol!

O sábado ainda se revelou muito mais produtivo do que prometia. Bom presságio para o recomeço de um ano que promete tanto.

Às vezes, somos as autoras das mudanças que buscamos – e trabalhamos duro para que elas aconteçam. Noutras, elas simplesmente nos atropelam e nos obrigam a escolher. E há ainda, aquelas situações fantásticas, quando as duas coisas acontecem juntas.

Me fez lembrar de “Um ano bom” (A Good Year – 2006), filme que conta a história de um investidor inglês, um tanto inescrupuloso que, por uma daquelas voltas inesperadas da vida, herda uma vinícola decadente no interior da França. O que parecia ser apenas mais um negócio, acaba transformando por completo a vida do sujeito. E o que seria um provável ano bom, vira, na verdade, uma vida ótima!

Algo me diz que este será um ano realmente bom.  E que desejar apenas saúde e paz não será suficiente.

Dedé, só faltou você!

8 thoughts on “Um ano bom

  1. Candicinha, você como sempre ar-ra-zou! Ficou ótimo e muito singelo essse texto.
    Beijinhos.

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